domingo, 11 de maio de 2008

Quem sou eu?

O Orkut me pergunta toda semana e eu não sei responder. Daí fui espairecer pra tentar responder. Acabei achando um livro da Martha Medeiros(que é uma poeta maravilhosa, mas como cronista não me toca muito) que falava disso: você é tudo que já viveu, comeu, conheceu, beijou, leu, viu, etc.
Inspirada nisso, resolvi juntar os cacos que me fazem ser eu.

Quem sou eu? Eu sou...
Os joelhos esfolados no recreio da escola. Mue primeiro All Star. A boneca que chorava. A lancheira da Mônica que nunca fechava direito. A primeira aula de balé. A última aula de balé. A primeira sessão de cinema.Os brigadeiros de panela no domingo. A primeira coreografia. A primeira troca de olhares. O beijo ao som de Lynyrd Skynyrd. As madrugadas conversando. As gargalhadas que só nós entendíamos. As aulas da Viviane. As aulas do Sidi. As tardes ouvindo vinil, deitada no tapete da sala. As gincanas. As festas na casa da Ari. Os papos de música com a Cíndia. O pôster do Nirvada da Li. As caretas do Bernardo no meio da prova. As tardes ouvindo o Cafezinho. As noites de segunda escutando o Baú do Rock. O primeiro poema. Os rabiscos no caderno. Os pôsteres na parede do quarto. Os sábados assistindo faroeste com o vô. Os poemas que parecem ser feitos pra mim. Bob Dylan o tempo inteiro. O moleton azul. A minisaia preta. A farra nas maquiagens da Sabrine. As danças em frente ao espelho. O disco do Dylan que sumiu. O pedido de casamento. Os papos no msn. A faculdade. Os sonhos. Os roteiros que habitam minha cabeça.

é um bom começo pra uma resposta...

Bjus da Bia

Um comentário:

OleSchmitt disse...

Legal "conhecer" você. Digo entre aspas porque você passa ser uma coisa, as pessoas acham que você é bem outra e o que você é de verdade, ninguém tem muita certeza (nem você). Note que quando digo "você", também quero dizer "eu" e todos os outros pronomes. Já eu sou meu dedão do pé: sempre com uma unha encravada, algo por dentro que incomoda e lateja e tenta rasgar seu caminho para fora. E quando se escrafunha ali, digo, aqui, sempre dói muito e a gente sempre sabe que ficou alguma coisa escondida lá dentro, mas que a gente não consegue ver direito... Sou meu dedão do pé porque nos melhores dias inflamo.