domingo, 8 de janeiro de 2012

I love Muppets


Minha relação com os Muppets vem de longa data. Eu devia ter pouco mais de 4 anos quando assisti ao primeiro longa-metragem da trupe, Muppets – O filme, de 1979, que mostrava, por meio de um filme dirigido por Caco, como os amigos se conheceram e conquistaram o sucesso em Hollywood. Fiquei completamente apaixonada. Na sequência, vieram Os Muppets conquistam Nova York e Os Muppets no espaço. Perdi a conta de quantas vezes chorei litros com a cena onde a Piggy é atropelada ou ri das piadas sem graça do Fozzie. Logo, a ansiedade se instalou quando começaram as notícias de que um novo filme dos Muppets estava a caminho. Mais isso foi só o começo de uma estrada turbulenta para esta fã.
A primeira coisa que me deixou com a pulga atrás da orelha foi o fato da mudança de nome do sapo mais charmoso do mundo, o Caco. Agora ele não era mais Caco, mas Kermit, nome original do personagem. A mudança foi feita para universalizar o personagem, já que agora os direitos de uso da marca Muppets é dos estúdios Disney. Pra não ter que nomear o sapinho com um nome diferente em cada canto do mundo, é Kermit e ponto. Nesse ponto, sou avessa as mudanças. Pra mim, ele é e sempre será o Caco. Antes mesmo do filme chegar aos cinemas, fiquei pensando como seria sem graça não ouvir mais a Piggy dizer, toda manhosa: “Oh, Caco!”. Um certo medinho bateu na minha porta. Será que eu ia me decepcionar? O estilo nonsense, engraçado e pop dos Muppets não ia se perder nas mãos da politicamente correta Disney? Dúvidas, dúvidas. Elas faziam mais barulho em mim que as galinhas do Gonzo.
Até que chegou o grande dia. Um frio na barriga me acompanhou durante toda a fila de espera para entrar na sala escura. Escolhi assistir a versão legendada de Os Muppets, com medo da versão dublada ter vozes muitos diferentes das que animaram minha infância. Áudio original talvez amenizasse um pouco a minha decepção. Sentei na poltrona apreensiva. Não queria um filme bobinho sobre bonequinhos dos ano 70. Queria ver um longa que apresentasse para a nova geração quem são os Muppets e matar a saudade de quem cresceu junto com eles. Queriam um tributo com um pé no futuro. Afinal, se eles voltaram, foi pra ficar não é? Mil pensamentos que só silenciaram quando as luzes foram apagadas. Seja o que Deus quiser, pensei.
Não fiquei decepcionada. Muito pelo contrário! Foi incrível ouvir novamente a canção indicada ao Oscar de Caco, opa, Kermit sobre o arco-íris e seus sonhadores. Ver Miss Piggy largando a porrada em Jack Black me divertiu horrores. Os velhos rabugentos não foram deixados de lado e até a banda mais legal do mundo, a Electric Mayhem estava lá. Confesso, foi criativo mostrar os integrantes dos Muppets meio falidos, caídos no esquecimento, tentando a todo custo viver de um passado que poucos lembram. As participações especiais, marca registrada dos programas de TV e filmes dos Muppets, deixaram a desejar. Convenhamos que Selena Gomez não é o tipo de rosto que a gente imagina ao lado de bonecos como o Animal e sua bateria endiabrada. Os atores Amy Adams e Chris Cooper, pra variar, estão péssimos. Caricatos, com caras e bocas que não convencem nem um bebê de seis meses. Mas as atuações chinfrins são compensadas por quem realmente interessa, o protagonista quem importa. Caco (dane-se, pra mim ele é Caco!) e Piggy estão lá, vivendo às turras e aos beijos, como sempre. E com suas cenas em Os Muppets, mereciam entrar pra listas de melhores casais do cinema de 2011.
A nostalgia é o grande trunfo do filme. Ao criar um personagem que é o maior fã dos Muppets, o Walter, os produtores nos colocaram na tela. Nós, fãs dos Muppets, nos identificamos com o pequeno e ingênuo Walter, que acha que é possível fazer os Muppets voltarem aos holofotes. Seus diálogos dizem tudo que nós queríamos dizer. Os Muppets são os melhores. A choradeira foi inevitável, mas foi de alegria. A Disney não destruí a essência dos Muppets. Quem venha o próximo longa. E que os antigos não acumulem mais pó nas prateleiras das locadoras.

Bjus da Bia

2 comentários:

Paloma Rodrigues disse...

Eu sempre chamei ele de Kermit, então prefiro assim do que Caco.

Amei o filme! Para mim, é o melhor filme dos Muppets até hoje. Só tenho uma reclamação: Cade o Frank Oz?

E como tu viu legendado?

Bj

Johnny Pinto Dornelles disse...

Bah só quem viveu essa época saba o que ele são!!!
Great Post!