segunda-feira, 8 de março de 2010

Uma noite única


Chega a faltar o ar. Ainda estou sob o impacto de uma das minhas melhores noites do Oscar. Acompanho a premiação desde que tinha 10 anos, anotando tudo, chorando, rindo e vibrando a cada estatueta entregue. Mas a noite de ontem foi única. Só não merece o título de perfeita, porque a satisfação total não existe em Hollywood e em nenhum lugar do mundo quando o assunto é escolha.
Começemos com o momento fútil: Carey Mulligan era, de longe, a mais linda. Elegantérrima, sorridente e charmosa. Já Tom Ford conseguiu roubar os olhares femininos: estava impecável assim como o seu filme A single man.
A homenagem ao cinema de horror foi bacana, mas falha. Para os fãs do gênero como eu, faltou muita coisa e a apresentação feita pelos astros da série Crepúsculo foi inexplicável: desde quando Crepúsculo é terror? Tanta gente bacana que merecia estar lá, como Wes Craven, Tobbe Hopper, o próprio Romero. Coisas da moda vampiresca teen.
Ver Preciosa levar dois prêmios para casa me deixou saltitante. Merecidos, muito merecidos. Jeff Bridges estava um charme e tive que aplaudí-lo, mesmo estando na torcida pelo Colin Firth.
A melhor surpresa da noite foi ver o meu favorito O segredo dos seus olhos levar o prêmio de melhor filme estrangeiro. A fita branca é inovador, impecável, mas meu coração era todo da produção argentina. Não aguentei e chorei um pouquinho. Campanella mereceu!
Minha maior decepção foi ver Sandra Bullock levar pra casa o troféu de melhor atriz. Tudo bem, ela está se esforçando pra deixar de ser a atrapalhada protagonista de comédias fracas. Mas não chega ao pés das suas outras concorrentes, que imprimem um realismo tocante e sincero na tela. Não gostei, achei injusto, mas tudo bem. O que estava por vir compensou...
Avatar teve seu momento, levou prêmios técnicos importantes. Mas a Academia mudou. Deixou de lado a barulheira, os rios de dinheiro e modernidade e apostou no conteúdo forte amargo de Guerra ao terror. Ver o Oscar de melhor direção ganhar as mãos de uma mulher nos primeiros minutos do dia dedicado à nós, foi incrível. E logo depois, ver a incredulidade nos olhos de Katryn Bigelow ao ver sua obra ser eleita o melhor filme, foi mais emocionante ainda.

Foi uma noite feminina: forte, emocionante, cheia de lembranças ( Jean Simmons, Jennifer Jones, Carradine...todos homenageados com respeito), discursos lindos ( Ophah Winfrey foi perfeita na homenagem a doce Gabourey Sidibe)...
Um dos meus melhores Oscar. Melhor que isso, só estando lá para ver de perto.

4 comentários:

James Pizarro disse...

Enquanto assistia a transmissão lembrei de ti dezenas de vezes...da tua vibração, da tua alegria, do teu deslumbramento. E de como é bom amar aquilo que a gente entende.
Parabéns, guriazinha !
Beijo

James Pizarro

de mau humor disse...

Oi Bianca! Muito bom teu texto sobre o Oscar. Também escrevi umas coisinhas. Grande abraço.

Neurônios e Saúde Mental disse...

Oi, Bianca...Legal participar do teu blog. Parabéns pelo trabalho e paixão. Peguei o final do Oscar. O oscar que achei mais merecido foi do ator coadjuvante, de Bastardos Inglórios, excelente o ator Christoph Waltz! Abraço!!!!

Neurônios e Saúde Mental disse...
Este comentário foi removido pelo autor.