sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ventos do Oriente


Com o calorão que anda fazendo nesta minha terrinha natal, eu me pego a pensar na vida de um jeito confuso. Odeio verão e esse clima quente me confunde os neurônios. Mas uma coisa é certa: tenho me apaixonado a cada dia quente pelo cinema oriental. Resovi amenizar os litros de suor que esse mundo me concede com muito Akira Kurosawa, Kenji Mizoguchi, Wong Kar-Wai, Kim Kiduk e outros. Assumi o que a muito sentia: o Oriente me seduz.
Mas foi com um elenco americano que meu o lado do meu coração que tem olhinhos puxados ficou radiante. Um Beijo Roubado, de Kar-Wai tem Norah Jones e Jude Law como protagonistas, se passa na América mas é oriente puro. As cores, as analogias e, antes de tudo, a trama. Assisti o filme pela primeira vez no cinema. Estava numa fase muito cética da minha vida, tentando ir contra a minha essência sentimetal. Resquício de uma adolescente rebelde. Só agora, com o filme em DVD nas mãos, consigo entender porque gostei tanto. A história pode acontecer em qualquer esquina. Uma penca de pessoas passam pela nossa vida, deixam marcas, algumas bem doloridas, outras coloridas. Amores acabam, outros amores amadurecem. Surpresas. Sonhos. É a vida. Tão banal que perde a nossa merecida atenção. Boas histórias estão por aí. A gente só precisa escolher as melhores e levar pra sempre.

Bjus da Bia

2 comentários:

Roberto Borati disse...

"Boas histórias estão por aí. A gente só precisa escolher as melhores e levar pra sempre."

tem sido raro boas histórias, mas ainda procuro sempre.

JAMES PIZARRO disse...

Bia, querida :

Dia desses achei meu convite de formatura e revi a cara dos colegas : duma turma de 38, 18 já morreram em apenas 43 anos de formados. E eu aqui, lépido e fagueiro.
Minha médica me disse que não tenho nada de patológico aos 68 anos e se surpeeendeu pelo fato da minha obesidade não me ter trazido nem problemas na coluna. Fiquei feliz.
A cada dia que acordo me apalpo e me sinto em festa, pois milhares morreram na madrugada e outros tantos agonizam na CTI. Depois de ir ao banheiro, me sinto gratificado por urinar banalmente, quando milhões de pessoas no mundo precisam de hemodiálise.
Estou te escrevendo agora quando milhares são analfabetos.
E daqui a pouco vou andar na praia os meus 4 kms diários, quando tantos se locomovem de cadeira de rodas e usam muletas.
Escreveste "é a vida...tão banal que perde a nossa merecida atenção".
Realmente, o pessoal é tão mal-agradecido pela normalidade de seu corpo que nem chega a valorizar isso.
Mas eu valorizo, Bia.
E vivo cada dia como se fosse o último.

Beijo

James Bond+